O início do projeto em Paraty teve um saldo bem positivo de crônicas para contarmos, as nossas meninas circularam bastante e nós aprendemos qual o melhor formato para a interação com as pessoas.
A Benê conheceu a rotina de uma estudante em Paraty, participou da Festa do Sorvete, passou uns dias na Casa dos Velhinhos, conheceu vários fotógrafos no banco da praça e ainda passeou com a amiga Celisa.
Já a Clau,não teve a mesma sorte, esperamos que quem a roubou faça um bom uso.
Toda está vivência trará algumas mudanças e ajustes que aparecerão em novos projetos em breve.
Começou o festival e os fotógrafos invadiram Paraty… tripés, Canons, Nikons,70-200mm, 24-70mm… e desta vez também Holgas, Dianas e Lomos… olhos atentos, praticam verdadeiro contorcionismo no meio da rua e clicam tudo.
E a nossa Benê, no banco da praça, não passou desapercebida… famosos e anônimos todos “brincaram” com
Mas foi só piscar…e novamente o “amigo do alheio” resolve agir ( desta vez em dupla) e o mais triste… faziam parte da equipe de apoio do evento.
Colocar uma câmera em um local público está se mostrando algo mais complicado do que gostaríamos. Mas desta vez, não era só a câmera que estavam levando, o filme já estava pela metade….já tínhamos uma crônica… fui atrás…e após uma desculpa esfarrapada e um sorriso pra lá de amarelo, resgatei a Benê!!!!
Por fora, mais algumas janelas azuis em contraste com a parede branca e as pedras irregulares – em Paraty olhamos mais para o chão do que para o horizonte – por dentro, a crônica de um tempo que caminha em compasso próprio. Um tempo de olhares distantes que vêem um tempo que não voltara.
Paraty abriga, em seu centro histórico um asilo, na maioria homens e muitos com mais de 80 anos. Deixamos a Benê com a Sra. Regina (muito obrigada ), uma das várias voluntárias que cuida de todos com muito carinho e emoção.